quinta-feira, 2 de maio de 2013

Grito por socorro, mas quem irá me ouvir? Procuro por pessoas que me ouçam, que queiram ouvir meus desabafos, mas olhando para um lado e olhando para outro não há ninguém, há apenas eu e meus dolorosos textos, onde apenas eu irei ler, onde apenas eu irei entender... Cada palavra escrita é uma dor inquebrável, uma dor que se formou por saudades, por falta, falta de pessoas ao meu lado... Ahhhh, quantos murmúrios... Poderia destrair-me com outras coisas... Mas, "o que"? É difícil, viver trancado dentro de um quarto de uma torre, onde quando se abre a porta está tudo escuro, não há ninguém... Descendo, procuro por alguém, procuro por uma luz, mas mais uma vez nada... Nada anda bem por aqui, aqui na torre, aqui dentro, aqui no meu coração...
Ohhh, doce garota, digo-me: "Não se torne amarga pequena, isso irá passar"... Passar por onde? Por onde mais passaria? Isso é estranho, talvez não soe bem... Não, não, não.
Nesta noite, chorando, sai, sai na janela, tentei olhar para o céu, limpei meus olhos, orei, pedi a Deus uma ajuda, e olhando intensamente, olhando distante, avistei algo, fiz uma nova amiga... Minha nova amiga, a Lua, na qual nunca percebi o quanto ela já me ouviu, o quanto ela já me olhou, o quanto ela sempre esteve ali em todas as noites de sofrimento... Ohhh, Lua, doce lua, minha amiga, por quê? Por que isso ocorre? Por quê? Sei que você há de me ajudar... Mande os socorros aí de cima me ajudar, estou sofrendo, estou doente, é uma urgência minha amiga, estou morrendo... Aos poucos, e acho que já chegou a hora de uma ajuda amiga, mande-me seus socorros, não demore... Talvez seja tarde demais!

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