terça-feira, 12 de março de 2013

A chave para a liberdade...

Tremendamente sem rumo, tento encontrar a tal da felicidade, andando por ruas e esquinas... Dizem que ela é maravilhosa, só queria poder encontrá-la por aí, dizer um "oi" e sair fora, ou quem sabe, ela gostasse de mim e permanecesse na minha vida diferente das pessoas que só passaram por aqui?
Há alguns anos de caminhada, há alguns anos de desastres, fúrias e rebeliões, me pergunto, onde vai à paz?
Chego a acreditar totalmente que ela está doente, que não tem mais tempo, que está se tornando supérflua, se tornando inútil neste mundo de audaciosos frustrados, pessoas incompreensíveis, de mentes fechadas... Onde a aparência e o custo valem mais do que o caráter e o verdadeiro amor... Ahhhh... Como isso, que geração de porcaria, geração grande, porém pequena.
Como ter chegado a este ponto? Como? Tantas interrogações, que ficou impossível de conseguir responder algo...
Sim, quero a tal da felicidade, quero que a paz se recupere, quero que todas estas perguntas indecifráveis sejam abertas pela compreensão, pelo amor... Mas acho que a tal da felicidade mudou-se de país, os especialistas não acharam a cura para a paz, e a chave do cofre foi quebrada, e seus pedaços incinerados pelo fogo repentino...
Abdicaria de tudo só pelo sossego, pela serenidade de um olhar verdadeiro... Pela solenidade das pessoas... Queria poder voar, voar livremente, sem que nada e nem ninguém me impedisse de sentir o vento, de sentir o ar...
É um sacrifício conseguir entender que as coisas continuarão as mesmas, sem nenhuma mudança, É um nó que se forma na minha garganta, que chego a me entalar de lágrimas... Lágrimas doídas, que chegam a parecer lagrimas de sangue... Lagrimas que caem ao silencio da noite... Noites que deveriam ser doces e mágicas e se tornam atordoantes e dolorosas. Mas, talvez isso passe e talvez isso seja apenas uma tempestade de alguns anos... E, quem sabe, quando eu chegar a uma idade estável tudo mude? Mude para melhor... E quem sabe quando eu chegar lá, nessa esperada idade, a felicidade já não tenha voltado de viagem, os especialistas já não tenham achado uma cura para a paz e, quem sabe a cópia da chave do cofre não tenha sido achada?

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